ICARO LIRA:

CRÍTICA RADICAL




O grupo tem início no final do ano de 1973, quando Rosa Fonseca após sair da prisão, integra juntamente com Jorge Paiva, Maria Luiza Fontenele, Célia Zanetti e outros(as) militantes o grupo que contribuiu de forma significativa para a reorganização dos movimentos sociais em nosso estado e país e que vem atuando desde então.

Em 1975, o grupo teve um papel destacado na fundação do Movimento Feminino Pela Anistia que, a partir de 79, com o advento da Anistia, encerra suas atividades tendo várias de suas integrantes fundado a União das Mulheres Cearenses que em 2019 completa, portanto 40 anos de luta. Contribui também para a fundação da CUT no Estado do Ceará , tendo Rosa Fonseca presidenta da CUT Estadual. A União das Mulheres Cearenses desde 1979 vem participando ativamente não só da luta contra a violência sobre as mulheres e a impunidade de assassinos, mandantes e agressores e na solidariedade às famílias das vítimas, mas também contra as causas dessa violência mobilizando homens e mulheres para a construção de uma nova relação social. Atuando fortemente no movimento dos professores, metalúrgicos e outras categorias profissionais, o grupo participou também da fundação do SINTECE e do SINDIUTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará) e da reestruturação do Sindicato dos Metalúrgicos tendo integrado suas direções por vários mandatos.No período em que atuou na política Maria Luíza, entre 1978 e 1994, foi deputada Estadual por dois mandatos, Prefeita de Fortaleza e Deputada Federal. Rosa foi vereadora de Fortaleza por um mandato (1992/96).

Além disso, do ponto de vista prático, o grupo vem desenvolvendo várias atividades onde se destacam as campanhas pelo Não Voto, contra a violência, contra a criminalização dos movimentos sociais e pelo direito à memória e à verdade sobre torturas, mortes e desaparecimentos do período da Ditadura Militar, Atualmente, além de participar ativamente das lutas, buscando contribuir para que assumam uma perspectiva emancipatória, o grupo está empenhado na implementação de uma experiência prática inovadora para dar início à construção de uma sociedade pós-capitalista, no sítio Brotando a Emancipação, em Cascavel, Ceará, Todas essas iniciativas vêm no sentido de contribuir para a organização de um novo movimento social, tendo em vista suplantar o moderno sistema patriarcal produtor de mercadorias com sua lógica destrutiva e construir a sociedade da emancipação humana e ambiental.


Agosto 2019