EXPEDIÇÃO CATÁSTROFE

EXPEDIÇÃO

CATÁSTROFE

ICARO LIRA:

EXPEDIÇÃO CATÁSTROFE








A Expedição catástrofe: por uma arqueologia da ignorância traz no próprio título a perspectiva de saturar, satirizar e ficcionalizar procedimentos estritamente institucionais e peritos e deslocá-los no campo da criação, torção e invenção de outros regimes de visibilidade. Este projeto reverbera pressupostos investigativos das expedições artísticas e científicas que se disseminaram no Brasil a partir do século XIX, em que pintores, gravuristas, botânicos, zoólogos, entomólogos, naturalistas e biólogos compunham missões desbravadoras do Brasil colônia. Nestas alguns artistas como Debret e Rugendas (Viagem Pitoresca e Histórica do Brasil, de 1834); Nicolas Taunay (Paisagem do Brasil); August de Saint-Hilaire (Voyages dans l’Intérieur du Brésil); entre outros projetaram internacionalmente aspectos da fauna, flora, geografia e vida social do Brasil.
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EXPEDIÇÃO CATÁSTROFE: Extremo sul da Bahia - zona remota /
https://expedicaocatastrofeblog.wordpress.com/bahia/



































ponto 1: Teixeira de Freitas/BA. Ocupação UFSB. BR-101 KM 832 Acampamento MST Jaci Rocha - Prado/ BA. Escola Popular de Agroecologia e Agro oresta EgídioBrunetto. Escola Municipal Anderson Franca.

 










ponto 2: Helvécia/BA.
Comunidade Quilombola.
Escola Quilombola,
E.M.E.F João Martins Peixoto.
Córrego do Bacalhau.











ponto 3: Caravelas/BA.
BR 418, Vila dos Oficiais.
Reserva Extrativista de Cassurubá.
Escola. Municipal. Menino Jesus.






ponto 4: Cumuruxatiba/BA.
Colégio Estadual Indígena Kijetxawe Zabelê. Aldeias Tibá, Cahy, Pequi e Dois Irmãos.

 







ponto 5: Porto Seguro/BA.
Colegio Estadual Indígena Coroa Vermelha, Santa Cru Cabrália.
Escola Indígena Pataxó - Aldeia Velha, Arraial D’ajuda.





EXPEDIÇÃO CATÁSTROFE:
POR UMA ARQUEOLOGIA DA IGNORÂNCIA

O Censo Escolar registrou o fechamento de 60.065 escolas rurais no período de 1995 a 2016. Ler os nomes das escolas fechadas cartografadas em todo o território rural brasileiro é ressuscitar estatísticas de um arquivo morto e mudo. É sobrepor datas, pessoas, homenagens e imagens ao dado estatístico estéril. A primeira ação de leitura desses dados foi iniciada em Goiânia às 10:37 do dia 1º de setembro de 2017 e finalizada 24 horas depois. Os dados haviam sido impressos em formulários contínuos e foram lidos por voluntários sentados em frente a um microfone. Chamamos a ação de Torre de Transmissão, montada em um pasto da Universidade Federal de Goiás e transmitida ao vivo. No enquadramento se via uma cadeira, o microfone, as pilhas de formulário e uma arquibancada ao longe, na qual esperávamos pelo revezamento da leitura. Ao folhearem os formulários, os leitores transformavam o seu volume compacto em um conjunto informe disperso no pasto, à mercê dos gestos de leitura, da voracidade das vacas e da velocidade do vento. O tempo de leitura foi incapaz de completar a totalidade dos dados.

EXPEDIÇÃO CATÁSTROFE POR UMA ARQUEOLOGIA DA IGNORÂNCIA cataloga, na ordem alfabética dos municípios, os nomes das escolas rurais desativadas. Aquela ação de leitura no pasto, premente e incompleta, torna-se portátil e múltipla nas mãos de novos leitores em contextos imprevistos. Este é um livro para ser lido em voz alta.












Expedição catástrofe: por uma arqueologia da ignorância
Alexandre Campos, Carolina Fonseca, Filipe Britto, Glayson Arcanjo, Pedro Britto, Ícaro Lira, Laura Castro, Pablo Lobato, Renata Marquez, Yuri Firmeza
2017-2018
Rumos Itaú Cultural